Amor ideal e autêntico

Inspiras admiração por possuíres caráter sem jaça,

Intrepidez, inteligência incomum, senso de justiça,

Além de generosidade, que os meus defeitos abate

E as minhas virtudes, delicadamente, enaltece.

 

 

Retribuo-te desejando teu permanente bem-estar,

Intercedendo para que te livres de todos os males,

Respeitando tua distinta individualidade

E tudo quanto lhe for inerente.

 

 

Em suma, aprendemos a apurar o sentimento,

Que já perdeu sua noção de alcance,

Por permutarmos total confiança

E vivermos em harmonia de vontades e opiniões.

 

 

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Interiorizar-se...


Para mantermos a saúde, faz-se necessário que arranjemos um tempo para nos interiorizarmos. Quando nos excedemos em múltiplas tarefas, estamos nos distraindo de nós mesmos.

 

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O poder do amor

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O amor chega silencioso, manso e tímido, mas não pede permissão. Sem pressa, vai ocupando todos os espaços de quem o abriga. Completamente instalado, revela-se forte, ousado, arrebatador e soberano em relação aos demais sentimentos. Quando atinge a plenitude, ele renova, nos seus abrigadores, a vontade de viver. Sob o seu domínio, eles sonham com o impossível, superam obstáculos, antes considerados intransponíveis, transformam-se no melhor que podem ser, ultrapassam todos os limites e adquirem uma nova visão do mundo. Sob este novo prisma, as pessoas, a natureza, enfim, o universo, tudo parece ter sua beleza e suas cores, generosamente, realçadas.

 

Apesar de ser o mesmo, o amor cresce um pouco a cada dia. Isto explica a necessidade que os enamorados têm de declarar, incansavelmente, o seu amor. Na verdade, é uma maneira, que eles inconscientemente encontraram, de reiterá-lo e, ao mesmo tempo, "atualizá-lo" em sua dimensão.

 

O amor é tão poderoso que nem a distância consegue abalá-lo. Muito pelo contrário. Quando se veem obrigados, por vários e diferentes motivos, a se afastarem, por tempo determinado ou não, os apaixonados constatam o crescimento acelerado deste sentimento, seguramente, potencializado pelo desejo de estarem juntos e não poderem. O fato de não ser submetido à rotina, e a tudo o que a ela se atrela, faz com que o amor livre-se de situações que o agridem em sua essência. Este é também mais um fator positivo e determinante no seu crescimento.

 

E o que acontece quando o amor é maltratado ou sufocado? Bem, nestes casos, muitos pensam que ele poderá não resistir e morrer diante de agressões e pressões. Pura ilusão! O amor não morre. Ele é eterno. Contudo, ele mudará de endereço. Não tenha dúvida, pois ele não é masoquista. Afinal, quem gosta de maus-tratos?

 

O amor jamais pede licença para entrar ou para sair. Portanto, cabe às pessoas que amam respeitá-lo e vivê-lo com toda intensidade. Agindo assim, evitarão que ele se mude para ressurgir, e não renascer - já que não morre - em outros corações mais acolhedores.

 

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Amor a sete chaves

 

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Há pouco mais de uma dezena de meses, em uma aconchegante cidade interiorana, o destino apresentou dois jovens, oriundos de localidades distintas. A afinidade e o interesse entre eles foram instantâneos. Apaixonaram-se. De fato, formavam um belo casal. Completavam-se. Todavia, suas famílias não permitiam seu relacionamento. Sem dúvida, jamais veriam este romance com bons olhos. Diariamente, os dois eram obrigados a disfarçar suas emoções e sentimentos. Encontravam-se em um esconderijo. Sua correspondência era lacrada a sete selos como os antigos testamentos romanos da Idade Média. Com regularidade, eles trocavam mensagens criptografadas. Eram inúmeros os recados sigilosos enviados em códigos, entrelinhas e olhares significativos. Seus cérebros acumulavam enigmas, que só eles eram capazes de fazer a decifragem. Não confiavam em mais ninguém. Eram os únicos detentores dos próprios segredos. Em função disto, fez-se necessário construir uma linguagem e um mundo só deles, como única forma de viverem, concreta e secretamente, o seu amor. E eles conseguiram tal proeza, por um bom tempo. Até que, lamentavelmente, chegou o dia em que um deles teve que partir. A realidade os separou e o sonho acabou. Os pais do jovem não queriam correr riscos. Logo ele atingiria a maioridade. Decidiram levá-lo para longe. Seu filho não poderia unir-se àquela linda moça. O motivo? Ele era judeu e ela, cristã. Ainda hoje, apesar da distância, o sublime sentimento ainda habita em seus corações. Triste fim para este amor sem fim.

 

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Missão terrestre

 

Anjo solitário praticando o bem...

Imagem: Google

 

O acaso fez com que dois anjos soubessem da existência um do outro. Entre milhões de rostos, eles descobriram-se. Tal foi a empatia que pareciam conhecer-se de longa data, mas apenas entreviram-se. Seus olhares registrados revelaram desejos; alimentaram fantasias; fizeram promessas. Entretanto, um duro encargo lhes exigiu que renunciassem aos seus sonhos. Imbuídas de fé, suas almas virtuosas aprenderam a entrar em sintonia e cruzar pensamentos. Seus espíritos solidários, mesmo em extremidades opostas, decidiram continuar lutando pelas mesmas causas: contra injustiças e violências de toda a espécie. Separados pelo destino e pela distância, na incompletude, vivem um eterno servir, à espera de uma oportunidade para trabalharem juntos nesta missão terrestre.

 

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Nossa música...

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Ao som de nossa música, executamos movimentos ritmados...
Deixamo-nos arrebatar por seus acordes...
O contentamento expressamos nesse rodopiar.
Corações acelerados, peitos arfantes e lábios a sorrir,
Nossos olhares sintônicos falam de amor.

 

Ao som de nossa música, esquecemos do tempo...

Só existimos nós dois neste compasso...

A humanidade, lá fora, segue sem nós.

À revelia do mundo, você e eu,

Fizemos uma descoberta: nós nos bastamos.

 

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Caminhando entre as rosas

Imagem: WEB

 

Sentir-se feliz assemelha-se

A percorrer um caminho de rosas.

Parecemos flutuar...

Ignoramos as pedras e o mal.

Enxergamos as cores realçadas,

Deixamo-nos inebriar por doces aromas.

O bom humor extravasa e contagia,

A consciência aquieta-se,

A esperança e os sonhos se renovam.

Há um brilho indisfarçável no olhar.

O coração torna-se leve

E esbanja amor pelo próximo,

Pela vida, pelo mundo e por seu Criador.

 

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Gosto de...

Eu aos 13 anos
Foto: arquivo pessoal 
Arte: Josselene Marques

Gosto de...

 

... silêncio, sinfonia

 

Harmonia, fotografia

 

Crianças, pessoas idosas

 

- adultos são complicados...

 

Terra, mar, lua

 

Árvores, flores, frutos

 

Estrelas, céu nublado

 

Poesia, insônia

 

Sonhos, fantasias

 

História antiga, filosofia

 

Naturalismo - ciência, disciplina e crítica

 

Igreja vazia, filatelia

 

Cultura: literatura,

 

Pintura, teatro e cinema - arte

 

Solidão ou solitude?

 

Tenho treze anos!

 

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Mundo preservado


She walks in Beauty by Volegov

 

De repente, vi o meu corpo ser transportado

A um lugar aquecido por um sol alaranjado

Que iluminava um céu puro de tom azulado

Cuja cor se refletia num mar limpo e agitado.

 

Sob meus pés, um planalto de verde bordado

Do qual suave e agradável aroma era exalado.

Cada habitante tinha o seu espaço respeitado.

Nesse lugar, não havia sequer um necessitado.

 

A um ruído da realidade, tive o sono despertado.

Retornei da viagem a um saudoso tempo recuado,

Em que todo homem vivia são, livre e sossegado

E sonhava “colorido”, mesmo estando acordado.

 

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Além da imaginação

Os sonhos povoam sua mente...

Imagem do Google

 

Era uma tarde de sexta-feira. Início da primavera. Helena, uma dinâmica mulher, acabara de chegar a sua casa, após cumprir uma cansativa agenda. Estava muito fatigada. Realmente, o dia não fora fácil. Tomou uma ducha, alimentou-se e resolveu repousar o corpo. Pretendia apenas dormitar, pois ainda tinha outras tarefas a realizar. Em poucos minutos, sem se dar conta, caiu em sono profundo e um estranho sonho passou a povoar sua mente.

Encontrava-se em um quarto enorme, na companhia de pessoas desconhecidas deitadas em espaçosas camas. Tinha o aspecto de uma enfermaria na qual homens e mulheres pareciam recuperar-se. Embora não interagisse com eles – apenas os observava com atenção – sentiu-se acolhida. Eles conversavam entre si e pareciam felizes.

De repente, sua atenção foi desviada para uma espécie de chamada telefônica – ela não usava nenhum aparelho, mas ouvia, perfeitamente, uma voz bastante conhecida. Do outro lado da “linha” estava uma de suas primas, por quem ela sempre teve especial apreço. O motivo da “ligação” era inteirar a sua quase irmã de que a mesma – Helena – havia sofrido um acidente fatal no qual tivera parte de seu rosto deformado – inclusive, perdera a orelha direita, justamente a do ouvido que estava sendo utilizado para receber a mensagem.

A princípio, Helena achou que tudo não passara de uma brincadeira de mau gosto da prima, apesar de este proceder não ser de seu feitio. Sentia-se bem, inteira e sem dor alguma. Esta informação não podia ser verdadeira. Certamente, fora um engano, um trote ou algo parecido.

Em seguida, Helena repetiu a “notícia” para os seus companheiros de quarto. Comentou sobre o absurdo do que lhe fora transmitido. Para seu espanto, nenhum deles fez comentário algum. Limitaram-se a olhá-la inexpressivamente. Sem encontrar apoio, levantou-se e abriu a porta do quarto. Ao erguer a vista, teve uma visão que a fez gelar e sentir uma emoção indescritível. À sua frente, sentada em uma cadeira de balanço, sorrindo para ela, estava a sua amada avó, falecida há 29 anos. Diante dessa evidência, Helena não teve outra alternativa senão aceitar “a realidade”. Infelizmente, não deu tempo de conversar com sua avó, pois sua mãe, intrigada com o seu demorado descanso, a despertou.

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Frase em Destaque
Você já observou que o que temos de melhor nos é concedido? Entre tantos presentes, merecem destaque: a própria vida, a magnífica natureza e o sublime amor. Este último, por exemplo, tudo compreende e oferece, nada exige, e é o melhor alimento para bem viver.